quinta-feira, 25 de junho de 2009

Penélope esperando Ulysses


Título: Ser Paguh, indignada no palanque, ou ser Penélope, charmosa e fiel a seu marido, eis a questão que inquietava Simone de Beavouir. Caro Sartre!

Ulisses (também chamado de Odisseu) sabia antes de ir a Tróia que decorreriam vinte anos para o seu retorno à sua ilha rochosa de Ítaca, seu filho Telêmaco e sua esposa Penélope. Permaneceu em Tróia por dez anos e por outros dez singrou os oceanos, naufragou, acabando por ficar desprovido de todos os seus companheiros, freqüentemente com a vida por um fio, até que no vigésimo ano chegou mais uma vez às praias de sua ilha natal. Ao deixar Tróia, Ulisses e seus companheiros primeiramente encontraram os Cicônios. Os ciclopes eram uma raça de fortes gigantes de um só olho, que ocupavam uma fértil região onde o solo gerava abundantes plantações por conta própria, fornecendo um pasto farto para as gordas ovelhas e bodes.

O Ciclope era forte. Monstruoso e terrível e após algumas poucas perguntas sobre a origem e o que desejavam seus hóspedes inesperados, agarrou dois deles e fez seus miolos saltarem ao chão antes de devorá-los. A seguir o Ciclope sentiu-se sonolento; Ulisses considerou esfaqueá-lo até a morte, mas desistiu da idéia quando percebeu que a fuga seria impossível, pois a entrada da caverna tinha sido bloqueada com uma grande rocha, a qual o Ciclope podia erguer com uma só mão, mas seria impossível de mover mesmo com a força combinada de Ulisses e seus companheiros. O Ciclope comeu mais dois homens de Ulisses como refeição matinal e então saiu, tomando o cuidado de recolocar a grande pedra na entrada da caverna. O inteligente Ulisses não demorou a montar um plano de ação. Ele aguçou a ponta de uma grande estaca de madeira que havia no chão da caverna e endureceu sua ponta ao fogo.

Ao cair da tarde quando Polifemo retornou à caverna, Ulisses ofereceu-lhe uma tigela de forte vinho para acompanhar sua ração de marinheiros gregos. O Ciclope bebeu o vinho com entusiasmo e pediu para que a tigela fosse reenchida três vezes. Então, num estupor de embriaguez, deitou-se para dormir. Antes de dormir, perguntou o nome de seu hóspede, e Ulisses respondeu que era "Outis", ou seja, "Ninguém" em grego; o Ciclope prometeu que em retribuição pelo vinho comeria "Ninguém" por último. Assim que o monstro dormiu, Ulisses aqueceu a ponta da estaca ao fogo; quando ela ficou em brasa ele e quatro de seus melhores homens enterraram a ponta no olho único do Ciclope. O olho emitiu um chiado, semelhante "ao alto silvo que sai de um grande machado ou enxó, quando o ferreiro coloca a peça dentro da água para conferir-lhes têmpera e dar força ao ferro". O Ciclope, rudemente acordado pela dor terrível, urrou e rugiu, chamando seus vizinhos, os outros Ciclopes, para que viessem ajudá-lo. Mas quando estes se agruparam do lado de fora de sua caverna e perguntaram quem o estava incomodando, quem o tinha ferido, sua única resposta foi que Ninguém o incomodava e Ninguém o estava ferindo; assim eles acabaram perdendo o interesse e se retiraram.

Ninguém
Ninguém
Ninguém

Gostou?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Leticia Wierzchowski processa blogueiro Milton Ribeiro

E ele se defende da acusação:

"Não vejo problema em divulgar todo o processo na internet. O processo é PÚBLICO e me amparo no seguinte pressuposto moral: quem processa outrem está pronto para sustentar e defender os motivos alegados em qualquer lugar e ocasião. Ou seja, a nervosa autora não deverá sentir-se atacada quando a exponho ipsis litteris. Como ganho secundário, creio que a exposição da peça servirá como advertência aos futuros críticos da repulsiva obra wierzchowskiana. Cuidem-se, meus amigos, criticar a estupidez pode dar processo!"

Leia mais: http://miltonribeiro.opsblog.org/2009/06/03/amigos/
“Os estabelecimentos que comercializam pilhas e baterias terão de recolher esse material após utilização e serão os responsáveis pela devida destinação, ou seja, devolvê-las aos seus fabricantes ou a empresas autorizadas a reciclarem esses produtos. Essa regra passa a valer a partir da publicação da nova resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), aprovada na última quinta feira (11) durante a 91ª Reunião Ordinária do (Conama). A nova resolução, após ser publicada do Diário Oficial da União (DOU), irá alterar a resolução 257/99 que estabelecia a obrigatoriedade de procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento e descarte ambientalmente adequados para pilhas e baterias pequenas que contenham em suas composições metais pesados como chumbo, cádmio e mercúrio."

Com a publicação da nova resolução do Conama, o Ibama terá 30 dias para publicar duas instruções normativas, uma prevendo um termo de referência para o plano de gerenciamento que será apresentado ao órgão ambiental competente, podendo ser o próprio Ibama ou órgãos estaduais de meio ambiente (oemas).

A outra, prevê duas recomendações. A primeira será dirigida ao Ministério da Justiça e a Polícia Federal para disponibilizarem instrumentos de controle coibindo a comercialização de pilhas ebaterias falsificadas.

Já a segunda, será enviada ao Ministério da Fazenda solicitando a redução dos impostos que incidem sobre a fabricação das pilhas e baterias recarregáveis com intuito de promover a reciclagem deste material.

A nova resolução prevê ainda, que os fabricantes ou importadores enviem os laudos técnicos (estudos e relatórios) que visem diminuição no teor de metais pesados, principalmente o mercúrio, utilizados na produção das pilhas e baterias no Brasil. Os laudos serão entregues para área técnica do Ibama para serem aprovados posteriormente.

Para a coordenadora da gestão da qualidade ambiental do Ibama, Zilda Veloso, as alterações propostas nas novas determinações são grandes avanços na questão dos descartes de pilhas e baterias inutilizadas.

O CENTRO DE MÍDIA INDEPENDENTE

Problema social não se resolve com polícia!

No dia 23 de outubro de 2008, cerca de 1200 policiais militares, em cumprimento a uma ordem judicial injusta e arbitrária, despejaram cerca de duas mil famílias que desde setembro ocupavam uma enorme área praticamente abandonada, sem cumprir função social, na Cidade Industrial de Curitiba.

Veja mais: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/06/449007.shtml

terça-feira, 23 de junho de 2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Tô Só



Crônica de Hilda Hilst para o "Correio Popular" de Campinas-SP

Vamo brincá de ficá bestando e fazê um cafuné no outro e sonhá que a gente enricô e fomos todos morar nos Alpes Suíços e tamo lá só enchendo a cara e só zoiando? Vamo brincá que o Brasil deu certo e que todo mundo tá mijando a céu aberto, num festival de povão e dotô? Vamo brincá que a peste passô, que o HIV foi bombardeado com beagacês, e que tá todo mundo de novo namorando? Vamo brincá de morrê, porque a gente não morre mais e tamo sentindo saudade até de adoecê? E há escola e comida pra todos e há dentes na boca das gentes e dentes a mais, até nos pentes? E que os humanos não comem mais os animais, e há leões lambendo os pés dos bebês e leoas babás? E que a alma é de uma terceira matéria, uma quântica quimera, e alguém lá no céu descobriu que a gente não vai mais pro beleléu? E que não há mais carros, só asas e barcos, e que a poesia viceja e grassa como grama (como diz o abade), e é porreta ser poeta no Planeta? Vamo brincá

de teta

de azul

de berimbau

de doutora em letras?

E de luar? Que é aquilo de vestir um véu todo irisado e rodar, rodar...

Vamo brincá de pinel? Que é isso de ficá loco e cortá a garganta dos otro?

Vamo brincá de ninho? E de poesia de amor?

nave

ave

moinho

e tudo mais serei

para que seja leve

meu passo

em vosso caminho.*

Vamo brincá de autista? Que é isso de se fechá no mundão de gente e nunca mais ser cronista? Bom-dia, leitor. Tô brincando de ilha.

domingo, 21 de junho de 2009

Uma linda pessoa me disse que meu discurso estava pesado:

E esta mesmo!
Só pego pesado na fala com a certeza de que ainda mais pesado é dizer que "Sebos são propagadores de fungos".
Já trabalhei em Sebo, amo Sebo, tenho amigos donos de sebos,
de editora,
poetas.

E assim, tem gente boa na academia, claro. Agradeço até os ruins.
Mas eu chutei o balde.
alguem tem que dizer o que precisa ser dito,
e as vezes palavras doces não bastam.
mas ainda acho menos agressivo que pichar o vazio.
que achas?

Dentro da Academia tenho certeza que tem muita gente que pensa como eu, ou pelo menos parecido.

Porque eu estou de saco cheio de Instituições pretenciosas,
que acham que podem construir a cobertura do prédio sem construir boas bases. Que acham que podem ler os novos sem ler os clássicos. Afinal, se chegou ao status de obra prima, de clássico teve algum motivo. Então, precisa haver uma revisão da Educação no país. As universidades viraram Ilhas, elas viraram as costas para o mais importante: o Ensino Fundamental e Médio.

Como vamos ter um povo bem informado e crítico, preparado para Arte se as Universidades se fecham?

sábado, 20 de junho de 2009

Capital

Floripa é para turistas algo assim: um sonho.
Também pudera, muita propaganda.

Ano passado, em meio a tragédia anunciada
que foi morro desandando,
casa de rico em morro escorregando. Enfim,
o sr. ilustríssimo Luiz Henrique Ogro da Silveira diz assim,
em canal aberto:
- NÓS VAMOS RECONSTRUIR SANTA CATARINA PARA OS TURISTAS.

E o que nos resta?

quarta-feira, 17 de junho de 2009




"era uma vez duas pulguinhas que passaram a vida interia economizando e compararm um cachorro só para elas"

(um anjo mario quintana)

pois eu contei esse poema na 3ª série e eles ficaram exaustos como o tamanho do poema. porque tamanho é relativo. tempo tb é. para elas a vida interia cansou... no fim elas perguntaram, e eu tb:

- porque as pulguinhas não compraram um apartamento com vista para o mar?

sábado, 13 de junho de 2009

CAIU A FICHA



Eu tava brigando
com você
no mesmo nível.

Eu tenho que aprender.
Sem fazer pirraça.
E de uma vez por todas!

Então,
eu vou cantar para ti.
1
2
3

Deixa isso para lá,
Vem para cá
O que é que tem?
Eu não estou fazendo nada...
e acho que você também

Foi bom bater,
bater...
um papo. hum,
um papo gutural
assim, assim
gostoooooooso
com você!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

PROCURANDO DEUS ENTRA AS FOLHAGENS DOS JARDIM


"QUANDO ELES DIZEM
QUE QUALQUER COISA É ARTE
ELE TÊM RAZÃO, MAS NÃO TEM PERCEPÇÃO."

ROBERTA BENEVIT 12/06/2009


SEM DEUS
BRINCANDO DE ORGANIZAR PEDAÇOS.
COMO PICASSO QUANDO DESCOBRIU A ARTE AFRICANA.

UMA ABRAÇO,
BETAH

outsider



Depois de um plebiscito eu democraticamente elegi Roy Orbison como símbolo maior da nossa casa de cultura: feio, de óculos de grau e astro de rock. Farei uma camiseta com ele estampada. "O palco dá uma embunitada na pessoa", néam Reizel?

Roberta B.



Mais do mesmo: pseudo portfólio Roberta Benevit



Baixista do Blur faz documentário sobre cocaína
A convite de Álvaro Uribe, músico viajou à Colômbia para ver os estragos que a indústria da droga causa ao país.

Conhecido por sua pegada discreta no palco e por seu jeito viajandão fora dele, o baixista Alex James apresentou recentemente um documentário para a rede britânica BBC. O detalhe fica por conta do tema do filminho: a cocaína, e seus efeitos nocivos para a Colômbia, país que fornece a maior parte da droga consumida no Reino Unido.

No mundo 28 milhões de pessoas são usuárias de drogas... declaradamente.

quinta-feira, 11 de junho de 2009




TODA MANIFESTAÇÃO OUTSIDER SERÁ APOIADA POR NÓS.
SUBVERTA O SISTEMA ESTANDO DENTRO DELE DE FORMA INTELIGENTE E SENSÍVEL.

OBRIGADA

quarta-feira, 10 de junho de 2009






Então, vamos viajar um pouco então?
Participar,
participar,
participar...
Onde?
Quando?
Com quem? Em que? Pra que? A favor do que?
Contra o que?
Participação requer nescessidades, intencionalidades, diálogo, acordo, estratégias, metas. Produção de conhecimento, fazer história, registrá-la, estuda-lá. São tantas coisas, e eu sem PAZ. Acredito nela.

Que eu nem sei se minha cabeça aguenta!
Participação é uma utopia? Que triste é o caminho sem a presença das estrelas!

Se faz valer na busca. É sonho! Uma ilusão sem a qual a vida não vale apena. Quimera.
Principalmente sem surf, feijãozinho na panela, histórias de cinderela. Tainha bem assada, um beijo na namorada..... e tudo mais que rimar....
ri
mar

terça-feira, 9 de junho de 2009

Esse botãozinho

que eu apertei
antes de postar neste blog
de escrever nessa máquina de escrever
esse teclado

ele diz: CRIAR.
Para mim, algo instigante.

Fazendo História

Mim índio, entende?
Mim não quer se misturar com homem branco.

Mim que ficar na aldeia.
De perna para o ar.
Homem branco chato.
Veio incomodar a gente
com esse papo de evolução espiritual através da tecnologia. Da máquina. Do alicate e do prego. A gente já conhece isso tudo aí ó.

Tu acha que o computador levou o homem a lua?
Tem algo errado contigo.
A máquina não te leva a lugar nenhum.
Você que esta perdido pensando assim.
Com essa cara de marido.

Me disse que a Guerra faz a evolução.
Gente estúpida.
O povo burro.
Apanha para aprender. Gosta de apanhar.

Mim não quer escvever livros de história.
Deixa a história para os historiadores.
Eles que se preocupem em escrever
que eu?
eu quero mais é viver.
e sentir prazer.
cheiros.
livros.
tabacarias.
lenços em meu pescoço.
saliva com saliva
e a gente faz um país.

A gente procurando o paraíso chegou aqui
e trouxe o inferno.
Vamos apagar esse borrão?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

PARA TODOS OS FILHOS DA MÃE NESSE PAÍS DE BOSTA

A MINHA MÃE
Ela pensa que só ela é copo de leite
Que só ela deu uma linda flor da água suja

Mãe, somos todos copos de leite!!
Esse mundo tá muito doente!!

Tu vês, passaste tua vida dedicada a teu patrão
Trabalhaste de sol a sol
E a tua filha resolver ser: artista.

Será que a gente cria filho para isso?
Ser artista nesse país
De miséria
De desgraça

Filha, ninguém entende o teu trabalho
Filha, olha o estado que esta a educação no país
Filha, faça como a tua mãe
Vá trabalhar para os banqueiros
Para as estatais
É seguro lá
Você vai receber seu misero salarinho certinho no fim do mês
E nada mais

Mainha, eu vou ser mamãe um dia
E quando a minha filha estiver lutando pelo o que ela acredita
Ela vai ter orgulho da mãe dela
Que nunca rastejou
Nunca teve pena de si
Que tomou partido
Nesse mundo tão partido
Que é linda
E se vestia bem para ir lutar pelo o que ela acredita

A minha mãe
Que estudou
Andou de ônibus
E quando não tinha ônibus foi a pé

Nada do que você me disse, Mãe
É mais importante do que você fez por mim.
Eu te amo, poxa!
A gente se supera, mas mais que isso não dá.
A gente erra, mas um dia a gente vai ter que se perdoar.
Porque foi por amor.
E por amor estamos além do bem e do mal.

domingo, 7 de junho de 2009

MANIFESTO DA MOSCA

Companhia das Pós-Narrativas

NOSSO MANIFESTO
TAMBÉM É SEU MANIFESTO.
MANIFESTE-SE PORTANTO.

A companhia das pós-narrativas foi fundada por quem vos fala, uma pessoa, um ser humano, sensível e inteligente como você é.
Percebi após anos freqüentando estabelecimentos de ensino a defasagem literária e a falta de experiência de vida por parte de alguns dos intelectuais acadêmicos.
A solução? A solução é a desordem. O caos. O fungo. O preço baixo. A acessibilidade.
Regras:
NÃO HÁ REGRAS
SUBVERTA O SISTEMA ESTANDO DENTRO DELE.
USE OS LOCAIS PARA QUE PERCEBAM QUE VOCÊ PASSOU POR ALI DE FORMA INTELIGENTE E SENSÍVEL.